terça-feira, 28 de agosto de 2018

39 esqueletos descobertos em Belo Horizonte entre 8 mil e 11 mil anos de idade



"Alguns estavam queimados, outros pintados de vermelho e alguns combinavam crânios de crianças com corpos de adultos, ou dentes de uma pessoa com a arcada de outra. O que chamou a atenção também é que esses sinais variavam dependendo da idade arqueológica dos ossos. Isso pode significar que os povos que habitavam a região alteraram sua forma de tratar os corpos dos mortos ao longo do tempo. Essa descoberta é inédita na arqueologia brasileira."
A descoberta de 39 esqueletos humanos, com idades entre 8 mil e 11 mil anos na região metropolitana de Belo Horizonte, está ajudando a redefinir o que se sabia sobre os primeiros brasileiros. O achado ocorreu na Lapa do Santo, uma pequena caverna no município de Matozinhos.
São os ossos mais antigos do Brasil e revelam que, ao contrário do que se pensava até agora, os povos que viviam no local naquela época eram complexos e tinham práticas funerárias altamente elaboradas.
A novidade é resultado do projeto Morte e vida na Lapa do Santo: uma biografia arqueológica dos povos de Luzia, coordenado pelos pesquisadores André Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), e Rodrigo de Oliveira, do Instituto de Biociências (IB), ambos da Universidade de São Paulo (USP).
É um trabalho de pesquisa interdisciplinar, que tem como objetivo caracterizar como viviam as populações que estavam no Brasil central durante o Holoceno Inicial (Holoceno é o período geológico que começou há 11.500 anos e se estende até o presente).


Sherpas e a luta diária para sobreviver


Os Sherpas são uma etnia da região montanhosa do Nepal, que em linguagem tibetana significa “povo do leste” (shyarpa = shyar (leste) + pa (povo)).Os Sherpas são oriundos do Tibet Independente a mais de 500 anos, se refugiaram na cordilheira do Himalaia para viver da agricultura (cereais e tubérculos) e criação de Iaques (um tipo de bovino que habita o Himalaia).A etnia Sherpa fala seu próprio idioma, que se assemelha a um dialeto do tibetano.A língua tibetana inclui numerosos dialetos regionais, que, em geral, são inteligíveis entre si.
A cordilheira do Himalaia possui comprimento de 2.600 km aproximadamente, no sentido leste-oeste, e percorre países como o Butão, China, Nepal e Índia, e seu nome provém da união de duas palavras Hima(neve) e Alaya (lugar), sendo a cadeia montanhosa mais alta do planeta Terra, contendo 10 das 14 montanhas com mais de 8.000 m .As extremidades do Himalaia são marcadas pelo Monte Kanchenjunga, que está na ponta leste, e  Monte Nanga Parbat na ponta oeste do Himalaia.As montanhas com mais de 8.000 metros acima do nível do mar no Himalia estão:
  • Everest –  8.848 m
  • Kanchenjunga – 8.586 m
  • Lhotse – 8.501 m
  • Makalu – 8.462 m
  • Cho Oyu – 8.201 m
  • Dhaulagiri – 8.167 m
  • Manaslu – 8.163 m
  • Nanga Parbat – 8.126 m
  • Annapurna – 8.091 m
  • Shisha Pangma – 8.027 m
  • A maioria dos Sherpas, estimado em um total de 150.000 pessoas, vivem na região oriental do Nepal, mais precisamente nas regiões de Khumbu, Niagara, Parak, Solu e Vale de Rolwaling. O Vale de Rolwaling, que fica ao norte de Katmandu (capital do Nepal) é onde muitas pessoas acreditam que vive o Yeti (o abominável homens das neves).
  • Saiba mais:http://blogdescalada.com/sherpas-quem-sao-as-pessoas-que-ajudam-aos-montanhistas-no-himalaia/

sábado, 9 de julho de 2016

IZANAGI E IZANAMI E A CRIAÇÃO DO MUNDO E DOS DEUSES NA MITOLOGIA JAPONESA






Depois que o mundo foi criado e os primeiros Deuses nasceram, conforme descrito no artigo A Criação do Mundo e dos Deuses, o casal de Deuses “Izanagi e Izanami” deram à luz aos Deuses mais famosos e populares da Cultura Japonesa, criaram ilhas, rios, mares, vegetações e vida humana somado ao arquipélago japonês.
Esse casal de Deuses foram apresentados através dos livros Kojiki (a mais antiga crônica do Japão, compilado em 712 d.C. “Registro das Coisas Antigas”) e Nihongi (também conhecido por Nihon Shoki ou Hihongi), este segundo, representando as “Crônicas do Japão”, compilado em 720 d.C. Esses livros são as fontes de onde é haurida toda a antiga mitologia japonesa.

No entanto, as inconstâncias e contradições, por vezes pertinentes em seus relatos, podem ser encontradas em algumas lendas registradas em ambos os livros, principalmente quando se trata de Deuses. Ainda assim, é possível encontrar até mesmo dentro de um mesmo livro relatos divergentes em uma narração de uma determinada divindade, lenda ou mito.
IZANAGI E IZANAMI VERSÃO “KOJIKI”
Na mitologia japonesa, a criação do Japão “Kuniumi (国産み)”, “nascimento ou formação do país”, é a história tradicional e legendaria do aparecimento do arquipélago japonês, relatada em primeira mão no livro Kojiki. Esta lenda situa-se após a criação do Mundo “Céu e a Terra”.
Os deuses Izanagi e Izanami foram os encarregados pelos “Deuses Primordiais” de formar uma série de ilhas que converteriam no que hoje é o Japão, dentro da mitologia japonesa. Posterior à criação do Japão, seriam então criadas pelos Deuses as “Ilhas”.
Izanagi e Izanami recebem a divina missão
Depois de o Mundo ter sido criado, o “Céu e a Terra” eram apenas uma massa uniforme e macia que ainda estava em evolução e precisava ser terminada. Os deuses que tinham surgido com sua criação, conhecidos como “Kotoamatsukami”, se reuniram para discutir o destino da Terra. Eles decidiram delegar, mediante um augusto mandato, a celestial missão da criação das Ilhas ao casal mais jovem dos deuses: Izanagi (Aquele Que é Convidado) e Izanami (Aquela Que Convida). Para ajudá-los em sua incumbência divina, entregaram-lhe Ame-no-nuboko (天沼矛)“A Sagrada Lança” coberta de pedras preciosas.
Izanagi e Izanami estavam postados sobre a Celestial Ponte Flutuante, chamada Ame-no-ukihashi 天浮橋. Com a lança Ame-no-nuboko começaram a revolver a massa caótica. Os Deuses decidiram atirar a lança e, ao erguê-la, caíram gotas de água salgada que se coagularem dando origem a ilha Onogoro-shima (淤能碁呂島) “Espontaneamente Coagulada”.
SAIBA MAIS:

Uma dica importante.

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