sábado, 8 de agosto de 2015

ITAORNA E AS USINAS DE ANGRA DOS REIS-BEM QUE OS ÍNDIOS AVISARAM


Cercada de polêmica, a usina nuclear Angra 1 é construída na ditadura militar em três décadas, país gastou mais de US$ 45 bi e não passou da conclusão de duas centrais, após atrasos desde os 

anos 70. PF agora investiga corrupção em Angra III

As Usinas atômicas brasileiras não poderiam estar situadas em pior local. Elas foram construídas na praia de Itaorna em Angra dos Reis. Ninguém teve a preocupação de perguntar por quê Itaorna quer dizer “pedra-podre”. O cacique João Vera Miri, já beirando os cem anos, sem dúvida teria muita história para contar. Simplesmente a usina foi construída sobre uma “falha geológica”, à qual o topônimo guarani já alertava. [vide documentário –“Pedra podre”]. Em “Cronologia da energia nuclear do Brasil”, o site do “green peace” , pontuou sobre o ano de 1988 : “abalo sísmico na região de Angra dos Reis”. O equipamento que chegou [tubos para a refrigeração], era para água-doce e teve que ser trocado, por isso FURNAS processou a Westinghouse. Em um único ano a Usina de Angra I chegou a parar 11 vezes , recebendo o apelido de “ usina vaga-lume”. Cabe lembrar que o acidente nuclear na usina de Tchernobyl, ocorreu durante uma rotina de liga-desliga, aonde a reação em cadeia ficou fora de controle.[vide o livro –“O fim do sonho nuclear”]. Também foi preciso em Angra, a construção em caráter de emergência de um “pier” como quebra-mar , pois ondas de cinco metros ameaçavam o prédio da usina.

 Outro artigo sobre o assunto por Gustavo Villela:

Incentivada pelo governo militar, a construção da polêmica usina atômica Angra I começou em 1970, em meio à abertura da rodovia Rio-Santos no Sul Fluminense. Em plena ditadura, a construção das usinas nucleares também foi cercada por acordos, pouco transparentes, fechados pelo Brasil com os Estados Unidos e a Alemanha. Mas o desejo de uma geração de brasileiros de dominar a energia nuclear e explorar os minerais radioativos é bem anterior. Quatro décadas antes, no primeiro governo Vargas, com Juarez Távora à frente do Ministério da Agricultura, foi criado no dia 8 de março de 1934 o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).No mesmo ano surgia a Universidade de São Paulo (USP) e, em seu Departamento de Física, os estudos do grupo de pesquisa formado por Mario Schenberg, Marcello Damy e Gleb Wataghin, entre outros, eram direcionados para radioatividade, radiação cósmica e problemas de física teórica. Já na década de 40 o Brasil fechou os seus primeiros acordos de cooperação. Segundo informações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem), em 1940 iniciou-se a cooperação com os americanos para a prospecção de minerais radioativos e, cinco anos mais tarde, no final da Segunda Guerra, foi selado o primeiro acordo atômico com os Estados Unidos, de forma secreta, para a venda de minerais radioativos. A assinatura do acordo com Washington ocorreu apenas um mês antes do lançamento pelos EUA da bomba atômica que devastou Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

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